COM A PALAVRA, DR.

10/09/2018 por ICOR0
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Nesta página, os profissionais do ICOR e parceiros respondem perguntas e esclarecem dúvidas de pacientes. Confira abaixo:


O que é filtro de veia cava e para que serve?

O filtro para veia cava inferior é um dispositivo metálico implantado na parte infra-renal da veia cava inferior, com o objetivo de impedir a passagem de coágulos (trombos), que possam se soltar das veias dos membros inferiores, migrando em direção aos pulmões. Este dispositivo é usado para tentar evitar uma das mais temidas complicações da Trombose Venosa Profunda (TVP) dos membros inferiores, a qual pode ser fatal, que é a embolia pulmonar.
Agora, o Filtro, não é a primeira escolha para a prevenção de complicações da TVP. Ele é uma alternativa para aqueles pacientes que por algum motivo não podem fazer uso de drogas Anticoagulantes, as quais são a primeira opção de tratamento para esta patologia.
A instalação do Filtro é feita de forma endovascular, através de punção da veia femoral ou da veia jugular, geralmente com anestesia local, sendo um procedimento de curta duração. Hoje, já existem filtros “resgatáveis”, pois, dependendo de sua indicação, ele pode ser retirado após algum tempo, quando não há mais preocupação com o desprendimento de trombos relacionados à TVP.

 

Dr. Jeferson F. Aita (CRM 23730)
Cirurgião Cardiovascular do Instituto do Coração – ICOR


Um paciente que fez cirurgia cardíaca, por quanto tempo deve dormir de barriga para cima?

O pós-operatório varia de paciente para paciente, oscilando desde uma cicatrização rápida até uma deiscência de sutura com necessidade de reintervenção. Mas a regra é que após trinta dias, a cicatrização esteja bem avançada e já se permita dormir de lado.

É recomendável fazer a revisão de cicatrização, com alguém da equipe cirúrgica, para verificar se o esterno não está instável. É um exame simples que não leva mais que cinco minutos, e aí sim ficará liberado com tranqüilidade.

 

Dr. Luiz Bragança de Moraes (CRM 8661)
Cardiologista e Cirurgião Cardíaco do Instituto do Coração – ICOR


Tenho que extrair um dente e sou hipertensa. Que tipo de anestésico o dentista pode usar?

Andressa, o seu cirurgião dentista pode utilizar o anestésico habitual, ou seja, um ou dois tubetes de xilocaína com epinefrina. Embora, a epinefrina seja um potente vaso constritor a dose nessa solução é muito pequena.

Assim, não ocasiona efeito hipotensor, o que permite uma extração mais tranquila, com menor sangramento e menos dor.

 

Dr. Arnoldo Azevedo dos Santos  (CRM 13677)
Cardiologista e Hemodinamicista do Instituto do Coração – ICOR

 

 

 


O que é ponte intramiocárdica ?

 

O coração é irrigado pelas artérias coronárias que apresentam um trajeto epicárdico (camada externa do coração). Porém, alguns pacientes (0,5 à 40%) mostram uma ou mais artérias coronárias com um trajeto intramiocárdico (músculo cardíaco).

Existem pontes completas, ou seja, com segmentos totalmente envolvidos por músculo e pontes incompletas (não totalmente envolvidos). Durante o funcionamento do coração algumas pontes sofrem estreitamento na sístole (contração), alguns na diástole (relaxamento) e outros na sístole e a diástole.

Isso tudo acarreta estreitamento da luz da artéria que pode levar a angina, ao infarto agudo do miocárdio e raramente a morte súbita.

 

Dr. Arnoldo Azevedo dos Santos  (CRM 13677)
Cardiologista e Hemodinamicista do Instituto do Coração – ICOR


Meu pai morreu subitamente de ataque cardíaco. Isso pode acontecer comigo também?

 

Embora existam inúmeras causas para morte súbita, a principal delas é a cardiopatia isquêmica, ou seja, obstrução das artérias coronárias, que oferecem suprimento sanguíneo ao coração.

Estima-se que cerca de 75 % dos pacientes com morte súbita apresentem obstrução das artérias coronárias. A fisiopatologia da morte súbita, nestes casos, é a falta de suprimento sanguíneo para o coração, com decorrente arritmia e morte. Cada avaliação de risco deve ser individualizada e devem ser considerados a presença de fatores de risco cardiovasculares e a sintomatologia.

No entanto, em jovens, síndromes arrítmicas devem ser consideradas onde o principal sintoma, na maioria das vezes é desmaio.

 

Dr. Marcos B. F. Cavalheiro
Médico Cardiologista


 

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