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BLOG DO ICOR

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25/fev/2019

A prática traz benefícios para a faixa entre 60 e 80 anos, independente da velocidade!


Os homens com mais de 60 anos podem se beneficiar da caminhada para reduzir as chances de sofrer um AVC fazendo uma caminhada diária – e não é necessário andar muito rápido. Isso é o que afirma uma pesquisa do University College London, na Inglaterra. O relatório foi publicado em 14 de novembro na edição online da revista Stroke.

A equipe coletou dados de 3.500 homens saudáveis com idades entre 60 e 80 anos, que estavam participando de um estudo sobre saúde cardíaca, envolvendo 24 cidades britânicas. Os homens foram questionados sobre o quanto eles caminhavam durante a semana. Os pesquisadores dividiram os homens em cinco grupos: aqueles que caminharam zero a três horas por semana, de quatro a sete horas por semana, de oito a 14 horas por semana, de 15 a 21 horas por semana e mais de 22 horas por semana.

Durante os 10 anos de acompanhamento do estudo, homens que caminhavam oito a 14 horas por semana reduziram o risco de AVC em cerca de um terço em relação aos homens que andavam zero a três horas por semana, segundo os pesquisadores. Para aqueles que andaram mais de 22 horas por semana, o risco de acidente vascular cerebral diminuiu em cerca de dois terços. Entre todos os homens, 42% caminhou por mais de oito horas por semana e 9% andou mais de 22 horas por semana.

O benefício da caminhada foi observado independentemente de quão rápido os homens caminhavam. Segundo os autores, os efeitos protetores foram observados pelo tempo que se passou caminhando, independente da velocidade. O AVC é a principal causa de morte e incapacidade no mundo, e é importante encontrar maneiras de prevenir o problema, especialmente em pessoas mais velhas.

Embora o estudo tenha encontrado uma associação entre maior tempo de caminhada semanal e menor risco de AVC em homens, não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito. Os cientistas afirmam que todas as formas de atividade física, incluindo caminhadas, podem promover uma maior saúde do coração e consequentemente reduzir o risco de AVC.

EVITE O DERRAME CEREBRAL

O AVC é responsável pela morte de cinco milhões de pessoas no mundo a cada ano, de acordo com a OMS. No Brasil, a doença mata mais que o infarto: são mais de 100 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. Outro dado alarmante é que um em cada seis brasileiros corre risco de sofrer um derrame. “Popularmente conhecido como derrame, o acidente vascular cerebral é uma alteração do fluxo de sangue no cérebro, que ocorre por falta ou extravasamento de sangue em alguma região do corpo”. Mas é possível se prevenir de um AVC, já que a maioria dos fatores de risco para o quadro clínico pode ser evitada. “Quanto mais idade a pessoa tiver, maiores são as chances de derrame e, por isso, os cuidados devem ser redobrados”.

Conheça esses fatores e fique atento aos sintomas.

  • Colesterol alto

O excesso de colesterol no sangue aumenta o espessamento e endurecimento das artérias. “Placas de colesterol e conteúdos gordurosos se depositam lentamente na artéria, fazendo com que ela se feche aos poucos e impeça a passagem de fluxo sanguíneo”, explica Maurício Hoshino. Esse processo provoca arteriosclerose – endurecimento das artérias – e prejudica a oxigenação do cérebro, aumentando o risco de AVC.

  • Sedentarismo e obesidade

A prática de exercícios físicos é fundamental para controlar praticamente todos os fatores de risco de AVC. Por outro lado, a falta desse hábito e a obesidade só aumentam as chances. “Pressão alta, colesterol elevado, diabetes e doenças cardíacas são complicações decorrentes do excesso de peso e precisam ser prevenidas e controladas com bons hábitos, o que inclui atividade física regular”

  • Má alimentação

Uma vez que diabetes, colesterol, obesidade e hipertensão aumentam as chances de AVC, todos os cuidados para controlar essas doenças servem de prevenção – e a alimentação ganha destaque. Fazer uma dieta balanceada, moderar o consumo de sódio (para pressão alta), evitar alimentos ricos em colesterol e gorduras saturadas (frituras), controlar o consumo de açúcar (para diabetes) são alguns dos hábitos que devem fazer parte da rotina.

  • Pressão alta

A pressão alta ocupa o topo do ranking de maiores causas de acidente vascular cerebral. O neurologista André Lima explica que as paredes internas das artérias sofrem traumas por causa do fluxo do sangue mais forte. “Esses traumas formam pequenos ferimentos nas paredes, que podem obstruir a passagem do sangue (AVC isquêmico) ou romper a parede da artéria (AVC hemorrágico)”, explica. É possível, entretanto, controlar a hipertensão com medicação e hábitos saudáveis, como reduzir o consumo de sal da alimentação e praticar exercícios.

  • Excesso de açúcar no sangue

O excesso de glicose no sangue – característica do diabetes – aumenta a coagulação do sangue e o deixa mais viscoso. “Isso diminui o fluxo de sangue das artérias e pode levar a um AVC”, conta André Lima. Além disso, é comum que pessoas com diabetes também apresentem sobrepeso, colesterol alto e pressão alta – todos fatores de risco de derrame cerebral. Mas vale lembrar que esses problemas – inclusive diabetes – podem ser controlados com tratamento médico regular e hábitos de vida saudáveis.

  • Tabagismo

Substâncias do cigarro fazem com que a coagulação do sangue aumente. Com isso, o sangue fica mais grosso e fluxo nas artérias, por sua vez, fica prejudicado, aumentando as chances de um derrame. “Pessoas que fumam e usam contraceptivos orais têm riscos maiores ainda, pois os hormônios dos anticoncepcionais também interferem na coagulação sanguínea”

  • Doenças do coração

Arritmias cardíacas podem formar pequenos coágulos dentro das artérias e veias do coração. “Esses coágulos podem ser enviados às artérias cerebrais, provocando um AVC isquêmico”.
Há uma série de problemas do coração que podem atrapalhar o fluxo sanguíneo e aumentar as chances de derrame. “Um deles é o Forame Oval Patente (FOP), uma má formação do coração que atinge 15% da população e faz com que coágulos que deveriam ser filtrados pelo pulmão permaneçam na circulação, aumentando o risco de AVC, inclusive, em jovens”.

Cuide sua saúde!

 

Fonte: Minha Vida


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25/fev/2019

Caminhar é indiscutivelmente o exercício aeróbico ideal para adultos saudáveis, especialmente para idosos, para os pacientes portadores de doenças metabólicas e cardíacas (diabetes, obesidade e excesso de triglicerídeos no sangue).


O ato de andar faz parte de nossa vida e a caminhada/exercício é simplesmente o ato de andar num ritmo mais acelerado. Entre as vantagens da caminhada sobre outras modalidades de exercícios aeróbios, incluem-se:

  • Produz os mesmos benefícios da corrida, do ciclismo e da natação, se bem executada;
  • É considerada a prática mais segura de exercícios aeróbios, sob o ponto de vista cardiovascular e ortopédico;
  • Apresenta índices quase inexistentes de lesões osteoarticulares e cardíacas;
  • Apresenta maior índice de aderência em exercício para prevenção de problemas e promoção de saúde;
  • Grande número de pessoas que caminham regularmente por mais de 4 semanas adere a caminhada;
  • É uma atividade física simples de ser executada, requerendo muito pouco em termos de equipamentos e facilidades;
  • Pode ser realizada individualmente ou de forma coletiva;
  • Ajudam controlar o peso;
  • Baixar o nível de açúcar no sangue;
  • Evitar enfermidades do coração;
  • Pode também controlar a pressão e os níveis de gordura no sangue.

Antes de caminhar

Aquecimento:
Antes de iniciar sua caminhada, faça uma ginástica leve durante 5 a 10 minutos para aquecer. Aprenda uma série de alongamentos musculares para serem executados antes da caminhada.

Frequência semanal:
O ideal é caminhar diariamente, principalmente nos casos de obesos e de pacientes cardíacos que podem fazer esse exercício sem problemas. É eficaz mesmo se a caminhada for feita em dias alternados, desde que praticada três vezes por semana (no mínimo).

Duração:
30 a 60 minutos, não incluindo o aquecimento e a fase de desaquecimento. Em indivíduos com baixa capacidade funcional, deve-se iniciar com duração de 10 a 15 dias minutos em dias alternados. A cada semana, acrescente 5 a 10 minutos na duração total.

 


As recomendações de reabilitação foram sugeridas por:

  • Professora Viviane Acunha Barbosa
    Profª. Assistente na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
    Professora de Educação Física e Fisioterapeuta
    Pós-graduação em Ginástica Médica e Fisioterapia Respiratória
    Mestre em Educação

 


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